Sábado, Outubro 15, 2005

Era uma vez no Orkut...

Lembram daquela resenha que eu fiz do filme “Horror em Amityville”? Como deu pra perceber, o filme não me agradou nem um pouco, mas dei motivos para meu desgosto, mostrando minha opinião PESSOAL sobre o mesmo - com um toque notável de sarcasmo, é claro. Sendo assim, divulguei o link do dito post em uma comunidade do orkut relacionada ao filme, onde um débil-mental um cara aí que gostou da película se revoltou por minha opinião ser diferente da dele. Sendo assim, disse:

“Farei um apelo a quem entrar nesse topico, antes de mais nada: NAO LEIAM O QUE ESSE CARA ESCREVEU. Cara, nao acredito que vc teve a capacidade de escrever tanta merda em poucas linhas. Vc deve trabalhar na turma do didi pra ter cada ideiazinha dessas, mas blz... vamos julgar. A sua tentativa de se passar por jornalista eh valida, tanto qto drastica, e mostra que seu conhecimento em cinema eh ZERO! segundo ponto: vc ja tentou fazer artes cenicas? pq pelo q vc escreveu, parece q quer ser ator, e dos piores. E eu faco uma afirmacao com toda a certeza: eu garanto que vc gosta de rock + pesado. eu garanto que vc tem um orgasmo qdo assiste coisas como harry potter, guerra nas estrelas, matrix. e nao eh possivel, vc deve idolatrar "eu sei o q vcs fizeram no verao passado" pra falar tanta merda de um filme tao bom e real. Pra quem gostou de O Sexto sentido e Ecos do Alem, nao percam esse suspense. Cenas fortes e inesperadas. Tensao o filme inteiro. Baseado em fatos reais, e seguido +/- na mesma risac do que realmente aconteceu. E de novo pra vc que escreveu esse topico. Antes de fazer qquer comentario do tipo: "ah, ai a muié liga pro marido e pede pra ele sair de casa com as crianças", estude a mente humana, e comece pela sua. Vc, em uma situacao de risco, faria a mesma coisa. Recomendo o filme, com certeza, nao vao se arrepender. E vc que criticou atnto, pq teev a inutil atitude de entrar em uma comunidade de um filme que nao gostou pra tentar falar mal? Cai na real oh revoltado.”

Rafael e alguém aí. Antes de mais nada, olhem a cara - aquilo em volta do nariz - da criança... E nem me perguntem por que a moça ainda não foi apresentada a um dentista.

Como deu pra perceber, nosso amiguinho não domina muito bem a argumentação, o que é muito irônico para uma pessoa que tenta criticar alguém. O cara se revolta com meu post e então resolve defender o filme com unhas e dentes, pois na concepção dele, quem entende de cinema teria que obrigatoriamente achar “Horror em Amityville” um bom filme. Mas o mais intrigante foi a tática que ele usou para tal propósito: Escreveu um texto que em 90% dele contém suposições sobre a minha pessoa – obviamente ele errou em todas -, depois jogou uma frasezinha pseudo-intelectual - “Antes de fazer qquer comentario (...) estude a mente humana, e comece pela sua” -, vivendo a ilusão de que deu uma lição de moral em mim, quando na verdade revelou o quão patético ele é. Sem contar que o infeliz ainda disse que é errado falar mal de um filme numa comunidade criada para tratar sobre mesmo. É claro que ele recebeu a merecida resposta.

Como era de se esperar, Rafael ficou sem argumentos e partiu para o seguinte pensamento: “Bem, já que não tenho como dizer que Álvaro está errado, tentarei falar sobre assuntos aleatórios para ver se pelo menos consigo estar certo em alguma coisa”, pois viu que defender o filme em questão era uma audaciosa estupidez. Continuou tentando se passar por entendido em Psicologia e acreditou ter me dado uma rasteira ao falar: “(...) cometeu o mesmo erro quando disse que o cara matou a família porque era um louco. LEIA oh ignorante, e você vai descobrir que (...) o cara matou a família porque estava sofrendo influências psíquicas (você sabe sobre do que se trata?).”

Após ver o desespero do garoto, respirei fundo - pois percebi que estava lidando com uma pessoa mentalmente desprivilegiada – e então mostrei com meu limitado conhecimento em Psicologia - porém suficiente para enxergar a idiotice que ele havia dito - que mais uma vez ele havia falado merda: “Em relação ao que eu disse sobre o cara ser louco, vou te explicar aqui, se quiser eu também desenho, pois o caso tá sério. Primeiramente não preciso ler nada, pois o próprio filme já diz que o cara teve influências psíquicas, mas como um grande conhecedor da psicossomática, você fez questão em distinguir loucura e influências psíquicas. Loucura é a falta de prudência nas ações, e quando um cara sofre muitas influências psíquicas (pois o tempo todo estamos sofrendo essas influências), seus atos acabam sendo baseados nas emoções e a consciência é menosprezada, o que o torna imprudente. Enfim, antes de cuspir seu pseudo-intelectualismo nos seus argumentos e peidar na tecla ENTER, tente antes pensar, para depois expor as idéias.”

Obviamente o Sr. Orgulho fez questão de discordar e de dizer que eu estava completamente errado, porém não falou nada para provar o contrário, o que me fez pensar que ele não sabia nada do assunto, confirmando assim que o que havia falado era fruto da escassez de argumentos.

Como um bom brasileiro, que não desiste nunca, Rafael tentou mais uma vez, é claro que fugindo do tema, mostrar sabedoria em algo: Resolveu falar de ficção científica. Ele provavelmente interpretou mal algo que eu escrevi – como fez durante toda a discussão, ou pelo menos fingiu -, idealizando que eu não poderia gostar de ficção porque a mesma não trata da realidade, quando na verdade eu disse: “(...) o que eu tinha criticado foi o fato do cara ter visto uma menina que aparece e some do nada e depois disso fingiu que nada aconteceu, coisa que não acontece normalmente e nem deveria acontecer em filmes realistas.”

Ou seja, quem havia dito que o filme é realista foi ele, eu somente critiquei isso, pois não é muito comum encontrar realidade num filme em que a parede sangra. Mas ele insistiu: "Afinal, se você gostou tanto de (...) filmes que são realmente ficção, pois não são baseados em NADA, como pode não gostar de um filme que segue a mesma linha mas que aconteceu na vida real?"

Ok, ok. Ficção não é baseado em nada? FICÇÃO NÃO É BASEADO EM NADA? Puta que pariu! E eu ainda insisto em discutir com essa galera... É engraçado o cara entrar na comunidade tirando uma de cult-superentendido-de-tudo e depois falar uma baboseira dessas. Vejam bem, ficção, como qualquer outro gênero de filmes, é baseado em alguma coisa. Vou usar três filmes como exemplo: "O Sexto Sentido", que é baseado em causos do além/espiritismo; "O Efeito Borboleta", que usa como base a idéia de voltar no tempo; "Horror em Amityville", o qual é baseado em uma suposta história real – que tem probabilidade de ser verídica na mesma proporção da história do ET de Varginha
– que é baseada em espiritismo, etc também. Ou seja, nenhum gênero - repito: NENHUM GÊNERO - de filmes é baseado em nada, senão, nesse caso, não haveria filme algum.

Depois de - tentar - dar uma de entendido em psicologia, cinema e fracassar sucessivamente em ambas, ele deve ter imaginado que música poderia ser uma boa opção. Sendo assim, ele resolveu fazer comparações no campo musical. Porra, cada um tem seu gosto e querer dizer que um artista é melhor que outro por “n” motivos é idiotice. Mas não podemos nos esquecer com quem nós estamos tratando.

Olhem ISSO mais uma vez - relaxe, é só uma foto, você não será sugado -, só para ajudá-los a sentir a merecida pena e/ou desgosto.

Devido às atrocidades que continuava a escrever, desconfiei que a idiotice-aguda dele poderia provir das influências de Bob Marley - que ele diz idolatrar no profile -, pois como todo mundo sabe, virou moda ouvir reggae e se passar por maloqueiro-fumador-de-maconha. O que não se passava de uma suposição, pois era uma generalização, nosso amiguinho encarou como a mais maldosa das ofensas, me fazendo crer que eu pisei no calo dele e que minha suposição estava certa. Depois disso o cara resolveu fugir do assunto – é, de novo... – e querer comparar seu venerado Bob com uma banda a qual eu aprecio: Led Zeppelin.

Então me perguntou o que foi que o Led Zeppelin fez para a humanidade. Apesar disso não ter nada a ver com o assunto, respondi: disse que essa banda foi um dos fatores que deram início ao metal, e como a música é um componente que está presente na humanidade desde tempos remotos, não podemos negar que ela é fator fundamental para a sociedade, então quando alguém inova esse cenário, merece destaque por tal feito.

O engraçado é que depois de tudo isso, ele veio me chamar de “zero a esquerda”. Pena que foi ele quem tentou mostrar saber de tudo um pouco e no final das contas não sabia de porra nenhuma. Depois de repetir as mesmas perguntas, fugir mais algumas vezes do assunto em foco descaradamente e de chegar ao ponto de mencionar minhas comunidades para - tentar - me ofender, ele desistiu. Pois é, sumiu. Achei estranho um cara tão orgulhoso como ele do nada desaparecer, apesar de ser compreensível, já que ele provavelmente tinha lançado todos os temas possíveis para fugir do assunto. Cheguei a pensar na possibilidade dele ter ido procurar em alguma enciclopédia algum tema para abordar e de alguma forma ineficaz, apropriar indevidamente à discussão.

E assim o tópico criado por mim voltou a ter paz. Pessoas com opiniões conversavam e trocavam idéias, sem tentar mostrar que uma visão sobre o filme estava errada, pois isso é algo muito subjetivo. Pena que não durou muito. De repente, aparece um renomado cineasta na discussão. Um cara que intimidava, que dedicou anos e anos de sua vida em função da sétima arte. Fiquei até mais entusiasmado com uma figura de tamanha sabedoria no tópico que criei.

Mas logo nos primeiros parágrafos me decepcionei. Ao invés de mostrar conhecimente na área que supostamente dominaria, ele só fazia emitir ofensas aos baianos - nota importante: eu sou de Salvador e Rafael é paulista -, e quando se referia ao filme, usava o mesmo tipo de idiotice argumento que Rafael usou. Na suma, ele só fazia dizer que São Paulo era "o lugar" e que baiano era "inferior" aos seus conterrâneos. Como um cineasta, ele era um ótimo nazista.

O máximo que fez para mostrar ser um entendido de cinema foi copiar uma frase que Quentin Tarantino falou sobre o filme, coisa que até meu irmão de 4 anos faria. E se ele é tão entendido assim, porque usou a opinião de Tarantino, ao invés de mostrar um pouco da sua "sabedoria"? O cara era praticamente um advogado de defesa do Rafael. Catou no meio da discussão todas as minhas falas e arranjou algum motivo - obviamente ineficaz - para dizer que eu estava equivocado e hum... Que o Rafael estava certo, é claro. Chegou ao ponto de mencionar ter uma filha terapeuta para dizer que o que eu havia falado sobre psicologia estava errado, pois se não me engano, alguém não conseguiu anteriormente provar o contrário. O engraçado que nem a "filha" dele fez isso.

Comecei a suspeitar desse suposto professor de cinema, mas infelizmente não pude checar a veracidade das suas afirmações. O cara só comentava no anonimato, o que é uma pena, pois infelizmente tive que desconfiar dele. E o mais curioso é que sua aparição na discussão coincidiu com a saída repentina de Rafael. E além do mais é muito estranho um professor de cinema defender um filme com os dizeres: "O filme, como já disse, não me agradou tanto, mas eu como profissional na área, sei que foi bem produzido pra um elenco tão limitado". Em outras palavras, o "elenco tão limitado", segundo nosso amiguinho hollywoodiano, significa "desconhecido", ou seja, para ele, ator bom é ator famoso. Mas até que ele tá certo, pois quem é que vai se importar com a capacidade e boa atuação dos atores, não é mesmo?

Depois dele ter percebido que ninguém é otário para comer essa de "Sou professor de cinema, cala a boca que eu tô certo", ainda mais sem prova nenhuma, Rafael desistiu de novo nosso amiguinho anônimo partiu, despedindo-se com uma frase equivalente ao seu nível intelectual: "Minha missão como professor e defensor aqui está cumprida". Confesse que isso me lembrou os finais - que sempre são iguais - dos episódios de Power Rangers.

Se cuida, Professor.

PS: Se você não entendeu a porra do post, clica aqui e leia a resenha que eu fiz sobre o filme em questão. E se você é burro demais e não conseguiu achar o tópico da "discussão" na comunidade sobre o filme, clica aqui.